UM POUCO SOBRE O LAPEDO

SAlguns rochedos do Lapedoe nos dias de hoje, o vale do Lapedo com aproximadamente 100 metros de profundidade o seu interesse ecológico e zoológico na altura da idade media, não deixava de ter uma certa atenção. Foi a partir do século xv que o lapedo começou a ser zona protegida sendo interdita, a caça e o corte de madeiras. No decorrer dos anos, ,por vários motivos, aquele local foi deixado ao abandono deixando assim de ser cultivado. Mais tarde devido ao seu estado de desleixo e abandono e o receio que fosse completamente destruído, as autoridades por decreto lei, obrigaram a cultivar mantendo assim uma certa proteção.
Os anos foram passando, fizeram algumas vendas principalmente dos moinhos, continuando assim a história das terras do lapedo passando de mão em mão durante décadas, até que em 1925 Manuel Gomes Azoia ao chegar do brasil comprou aquele vale onde se instalou com sua familia. Daí reconstruiu os moinhos já em ruínas que logo depois começaram a moer os cereais fazendo farinha que, digamos na época era bem mais apreciada pelo povo da região, que nos tempos presentes. Mais tarde foi construida a padaria do lapedo onde hoje só existem vestígios. Além destas actividades não esquecer, a produção de azeites e a exploração dos fornos de cal, que no tempo dava trabalho a muita gente. De todas estas actividades, hoje existem somente vestígios da sua história. Todas estas estruturas tiveram grande importãncia no meio rural do lapedo. Creio que as mós do moinho do senhor Manuel Carreira lá vão continuando a girar Na sua actividade.
10-02-2005

Centro de Interpretação Arqueológica no Lapedo
En virtude dos trabalhos arqueológicos realizados no concelho de leiria tem-s descoberto autenticas riquezas que vão revelando a história dos nossos antepassados na região. Em Setembro de 2005 Leiria acolhe uma exposição de arqueologica.Victor Lourenço, vereador da Cultura, explica que muito se tem descoberto " mas que não se tem mostrado", assim a exposição "mostrará à população em geral tudo o que se tem descoberto e terá toda a informação disponível na área". Para além desta mostra, está ser preparado um Centro de interpretação Arqueológica do Lapedo, em Caranguejeira, em conjunto com o instituto Português de Arqueologia. Este Centro que está em fase de preparação, mostrará a história daquele espaço tal como a riqueza arqueológica la existente. De acordo com Victor Lourenço estes espaços, nomeadamente à exposição, são importantes" na medida em que mostram que a arqueologia pode contar a história antepassada da nossa região".

Ultimas descobertas
Há poucas semanas, foram encontrados vestígios antigos de aves na mina de carvão da Guimarota, em Leiria. Os dentes encontrados pertencem a um grupo de aves muito antigas, nomeadamente ao grupo"Archacopteryx" 
com 150 milhões de anos. Estes são dos vestígios mais antigos de aves dos nossos antepassados. Esta mina, conhecida Descoberta do Menino do Lapedopela descoberta de fósseis de plantas e animais, é apenas um dos espaços de Leiria, dos muitos que há, que põem a descoberto ruinas, objectos ou ossadas dos nossos antepassados. O subsolo de Leiria tem revelado provas de riqueza arqueológica. Espaços como o Lapedo situado na Ribeira da Caranguejeira, Redinha, Algar da Pena, ou aé a praia do Pedrógão, tém colocado a descoberto achados arqueológicos importantes. Em 1992 no Lapedo foi desdescoberta uma superfície arqueológica que continha as ossadas de uma criança do início do Paleolítico Superior.
Recentemente, no arcal do Pedrogão, foi descoberta uma gravura rupestre. Estes são apenas alguns exemplos do que de que se tem encontrado no subsolo leiriense.

Notícias de Leiria, edição n.º 293


 

Menino do Lapedo desafia teorias ortodoxas
F. N.
No Inverno de 1999, o especialista norte-americano em paleontologia humana, Erik Trinkaus, estava em Lisboa para uma missão muito especial: reconstituir pedaço a pedaço alguns ossos de uma criança de cinco anos, enterrada em Vale de Lapedo há 27 mil anos. Trinkaus ainda não sabia, mas esse era apenas o início de uma grande descoberta. Ontem, no anfiteatro 1 da Faculdade de Letras de Lisboa, o especialista norte-americano e o arqueólogo português João Zilhão, que coordenaram o estudo exaustivo da criança do Lapedo, como passou a chamar-se, apresentaram a extensa monografia que resultou desse trabalho.

Publicado em inglês pelo Instituto Português de Arqueologia (IPA), com um resumo alargado em português, o trabalho reúne os contributos de uma extensa equipa internacional.

O esqueleto, encontrado há cinco anos, quase intacto e praticamente completo, foi o primeiro (e até agora o único) do género, e daquela era, a emergir do solo em Portugal. Só isso era motivo de grande entusiasmo, mas o melhor estava para vir. O menino do Lapedo revelou-se a primeira prova física de que os Neandertais e o homem moderno se misturaram há milhares de anos na Península Ibérica. Mas esta ousada interpretação do achado não foi imediata.
Chutas de água do LapedoDepois de ter feito a reconstrução necessária, ainda naquele inverno de 99, Trinkaus mediu os ossos dos membros superiores e inferiores, fotografou-os e voltou para casa e para as suas aulas na universidade, deixando a equipa de arqueólogos em Lisboa a trabalhar sobre o achado.

DESCOBERTA «A certa altura comecei a pensar e apercebi-me de que qualquer coisa não batia certa na proporção dos ossos dos membros superiores e inferiores do esqueleto», contou ontem o especialista norte-americano em Lisboa.

Decidiu então contactar Zilhão em Portugal para lhe dizer que provavelmente se tinha enganado nas medidas. Mas a verificação mostrou que não havia engano. A melhor explicação, comprovada pela investigação, era extraordinária: pelo menos na Península Ibérica, onde os homens de Neandertal sobreviveram alguns milhares de anos mais do que no resto da Europa, houve cruzamento entre estes e populações do homens modernos. Com grande impacto internacional, a equipa publicou o resultado, no final de 1999, nos Proceedings of the National Academy of Sciences. O debate nunca mais parou.

Segunda-Feira,
14 de Março de 2005
Jornal Diário de Notícias


Moinho de José do Casal

Este Moinho está construído sobre extensa rocha calcária, comum a todo o Lapedo. A larga represa, onde bebem os cubos e a eMoinho de José do casal ano  1900xtensa vala, larga e funda, por onde passa a água, falam -nos da grandeza deste Moinho. Trabalhou anos a fio. Está rodeado de anexos habitacionais, moradia e palheiros. A parede sobre a qual passam os cubos e a saída da água, tem uma beleza particular. A pequenez das janelas, as paredes meio rebocadas e as paredes vestidas de musgo, dão-nos a sensação de equilíbrio e bom gosto.

O moinho possui Dois cubos e duas mós. Um terceiro cubo e uma terceira mó, foi-lhe acrescentada posteriormente, pelos proprietários. Sobre um dos cubos, pudemos ver a entrada " uma flecha", formada pelas duas lajes.

A vala de água, corre ao longo do sopé da encosta do Lapedo.

Em 1998, o moinho deixou de trabalhar. O Cândido, seu proprietário falecera. As silvas, logo tomaram conta de tudo. Em 199Moinho de José do Casal - Entrada de água e rocha9, a foice roçadora e as máquinas, entraram a matar. O terreno ficou liberto de muitas ervas daninhas, permitindo admirar todos os recantos deste belo moinho.

A saída da água faz-se por um portal, encimado por arco romano.

Nas janelas, ainda podemos ver a cor azul dos caixilhos. É lindo!
Do lado da Ribeira, os campos férteis. Do lado poente, a encosta vestida de oliveiras, pinheiros e mato, donde espreitam os penedos, como como prédios alinhados duma avenida. Aqui começa a beleza do Lapedo, com seus tesouros escondidos!

Vamos conservar este moinho, a eira e o palheiro. Este, assente em quatro colunas redondas, um pouco ao lado da eira. AS colunas são tecidas com pedra da região, pequenas umas, outras maiores. São raros estes palheiros, na nossa freguesia. Cobertos com telha de canudo, guardam o pasto, crutos e erva, em ripado inclinado, do tecto ao chão. O ripado assenta sobre quatro pedras, permitindo uma ventilação eficiente.

 


 

Uma História do Lapedo
Autor Amilcar Quintal (aquintal@oninet.pt)

Vivi durante a escola primária num local bem bonito e característico chamado Lapedo e sobre o qual tenho uma pequena história para contar e ligada à minha familia e que se passou exactamente nesse lugar. O meu avô paterno contava que a bisavó dele em moçoila teve de fugir dos franceses quando estes invadiram Portugal e vandalizaram a capela de Santa Eufémea e que ao a avistarem a perseguiram com o intuito de a violarem, só que ela teve a ideia de se esconder num grande silvado existente nesse lugar frustrando assim os intentos destes.

Uma outra história tambem relacionada com o mesmo lugar e respeitante a uma pedra em forma de piramide com a base quadrada que ali se encontra diz que por pouco esta não ia caindo em cima de um familiar dos meus avós maternos! Parece que quem ficou debaixo dela foi o carro de bois que este conduzia!

Este lugar fica situado na freguesia de Santa Eufemea, num vale profundo que é por onde passa a Ribeira do Sirol e que terá uma profundidade de 70 metros com uma abertura de 200 metros e numa extensão de 2Kms isto a "olhometro" entenda-se. Pegando na moda das pégadas também ali existe o que parece ser uma! de quê? Não sei... bem assim como uma gruta que segundo dizem é bastante comprida, só que quase logo à entrada a mesma tem um bloqueio inultrapassavel ao comum dos mortais. Quando por lá morava estavam a funcionar 4 azenhas, ou seriam 5, e o acesso a elas era feito por um caminho apto apenas para circulação de carroças... isto quando o S. Pedro não se lembrava de abrir as torneiras. De hoje em dia já se pode percorrer todo o vale de automovel... se o transito for muito pouco dado que apesar da estrada estar alcatroada na entrada do lado de Santa Eufemea e na outra entrada, do lado da Caranguejeira, se ter colocado uma camada de pedra branca, no meio ainda não viu o progesso e além disso é demasiado apertada em certos locais o que dificulta o cruzamento de 2 viaturas. Há mais acessos laterais mas apenas se pode ir a pé, alguns desses acessos permitiam a passagem de burros de 4 patas mas na ultima vez que por lá passei, nem a pé se pode ir.

Recentemente foram encontradas por um estudante de arqueologia que por ali passeava, entre outras coisas, ossadas humanas de uma criança com cerca de 27000 anos "o Menino do Lapedo", num desaterro que ali foi feito! E pensar que eu, em miudo, brinquei exactamente naquele local! Quem sabe que mais surpresas no reserva todo aquele vale!...
Se quiser pode visitar o IPA que eles teem lá um livro que relata toda a historia do Menino do Lapedo,

Quando passar por Leiria, dê por lá uma visitinha se puder. Pode ser que tenha a sorte de não haver transito. Vai ver que o passeio "real" é mais cansativo e dispendioso que o "virtual", mas vale a pena!

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